Temporada de comédia

Com o início da 41ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, 102 espetáculos para adultos, 69 são comédias, além de dois dramas cômicos e duas tragicomédias serão apresentados.

Com o início da 41ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, 102 espetáculos para adultos, 69 são comédias, além de dois dramas cômicos e duas tragicomédias serão apresentados.

A temporada de comédias foi aberta nessa semana em Belo Horizonte e outras quatro cidades mineiras, com o início da 41ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. Neste ano, dos 102 espetáculos para adultos, 69 são comédias, além de dois dramas cômicos e duas tragicomédias. A lista é farta em temas como adultério, desavenças de casal, sexualidade, manuais de comportamento e estereótipos repisados com mais ou menos inventividade. Não faltam ?clássicos? da Campanha: ?Como Sobreviver em Festas e Recepções com Buffet Escasso? e ?Acredite, um Espírito Baixou em Mim?.
Para o presidente do Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas (Sinparc), Romulo Duque, o humor é um ?instrumento para chamar público?. ?No teatro, no mundo, a comedia é mais numerosa?, diz Duque.
No evento de abertura, realizado na Funarte, Duque manifestou preocupação com os rumos da política cultural, embora demonstre esperança no novo governo. Segundo ele, não falta dinheiro para a cultura. ?As leis de incentivo são o dispositivo mais importante do país, desde 1972 nunca vi tanto dinheiro circular no setor cultural. O questionável é a falta de gerenciamento para que chegue na mão de quem faz?, critica, citando eventos de outras espécies e projetos empresariais de cunho mais social do que artístico como destinatários de recursos públicos.
Angelo Oswaldo, secretário de Estado de Cultura recém-empossado, também presente na abertura, respondeu que ?a tendência é de direcionamento dos recursos para fundos, a fim de equalizar com conselhos participativos? a distribuição dos recursos financeiros aos artistas relegados pelas empresas por terem menos potencial marqueteiro. ?A vanguarda e a arte popular, os dois extremos?, cita. Fora isso, o secretário evitou falar de projetos, ainda ocupado em diagnosticar a situação da cultura em Minas herdada da gestão anterior, mas convidou os artistas ao diálogo e se colocou aberto a ouvir críticas.
Entre as peças estreantes na 41ª Campanha, algumas produções merecem olhar mais atento do público. Ambas já em cartaz na Funarte, ?A Erudita? é o solo autoral da atriz e cantora Priscilla Cler, e a comédia ?A Hora do Brasil: uma Chanchada Nacional?, de Ederson Miranda, percorre a história do Brasil pelo ponto de vista do povo.
Até março, os teatros ainda recebem o repertório da companhia Afeta; ?Humor?, do Quatroloscinco; ?Aqueles Dois? e ?Prazer?, da Luna Lunera; ?De Tempos Somos? e ?Till ? A Saga de um Heroi Torto?, do Grupo Galpão.
Os preços dos ingressos variam entre R$5 e R$15 e podem ser adquiridos pelo site Sinpac: www.sinparc.com.br

Números
A 41ª Campanha apresenta 161 espetáculos e espera um público de 400 mil espectadores. Entre eles:

10 espetáculos de dança;
49 peças para crianças;
69 comédias para adultos;
13 dramas para adultos;
9 musicais para adultos.

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Sobre o autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Temporada de comédia

Não houve quórum para o plenário. A sessão foi aberta apenas para receber a proposta de reforma administrativa.

Não houve quórum para o plenário. A sessão foi aberta apenas para receber a proposta de reforma administrativa.

A temporada de comédias foi aberta nessa semana em Belo Horizonte e outras quatro cidades mineiras, com o início da 41ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. Neste ano, dos 102 espetáculos para adultos, 69 são comédias, além de dois dramas cômicos e duas tragicomédias. A lista é farta em temas como adultério, desavenças de casal, sexualidade, manuais de comportamento e estereótipos repisados com mais ou menos inventividade. Não faltam “clássicos” da Campanha: “Como Sobreviver em Festas e Recepções com Buffet Escasso” e “Acredite, um Espírito Baixou em Mim”.

Para o presidente do Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas (Sinparc), Romulo Duque, o humor é um “instrumento para chamar público”. “No teatro, no mundo, a comedia é mais numerosa”, diz Duque.

No evento de abertura, realizado na Funarte, Duque manifestou preocupação com os rumos da política cultural, embora demonstre esperança no novo governo. Segundo ele, não falta dinheiro para a cultura. “As leis de incentivo são o dispositivo mais importante do país, desde 1972 nunca vi tanto dinheiro circular no setor cultural. O questionável é a falta de gerenciamento para que chegue na mão de quem faz”, critica, citando eventos de outras espécies e projetos empresariais de cunho mais social do que artístico como destinatários de recursos públicos.

Angelo Oswaldo, secretário de Estado de Cultura recém-empossado, também presente na abertura, respondeu que “a tendência é de direcionamento dos recursos para fundos, a fim de equalizar com conselhos participativos” a distribuição dos recursos financeiros aos artistas relegados pelas empresas por terem menos potencial marqueteiro. “A vanguarda e a arte popular, os dois extremos”, cita. Fora isso, o secretário evitou falar de projetos, ainda ocupado em diagnosticar a situação da cultura em Minas herdada da gestão anterior, mas convidou os artistas ao diálogo e se colocou aberto a ouvir críticas.

Entre as peças estreantes na 41ª Campanha, algumas produções merecem olhar mais atento do público. Ambas já em cartaz na Funarte, “A Erudita” é o solo autoral da atriz e cantora Priscilla Cler, e a comédia “A Hora do Brasil: uma Chanchada Nacional”, de Ederson Miranda, percorre a história do Brasil pelo ponto de vista do povo.

Até março, os teatros ainda recebem o repertório da companhia Afeta; “Humor”, do Quatroloscinco; “Aqueles Dois” e “Prazer”, da Luna Lunera; “De Tempos Somos” e “Till – A Saga de um Heroi Torto”, do Grupo Galpão.

Os preços dos ingressos variam entre R$5 e R$15 e podem ser adquiridos pelo site do Sinpac.

 

Números

A 41ª Campanha apresenta 161 espetáculos e espera um público de 400 mil espectadores. Entre eles:

10 espetáculos de dança;

49 peças para crianças;

69 comédias para adultos;

13 dramas para adultos;

9 musicais para adultos.

Redação do Jornal Nova Imprensa O Tempo

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Sobre o autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

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