Os três policiais civis mineiros envolvidos no tiroteio com policiais paulistas em Juiz de Fora foram presos nesta segunda-feira (12). De acordo com a Polícia Civil, eles estão na sede da 4ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp). As diligências ainda estão em andamento.

O advogado de defesa de um dos policiais informou à reportagem que o cliente dele estava em casa, no bairro Aeroporto, no momento da prisão que, segundo ele, é temporária. Ele não confirmou, no entanto, que tipo de crime motivou a prisão.

O caso corre em segredo de Justiça e as investigações estão sendo realizadas pela Corregedoria da Polícia Civil de Minas. Na quinta-feira (8), a Justiça determinou prorrogação de dez dias para que o inquérito seja concluído. Uma equipe do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também acompanha a apuração.

A troca de tiros ocorreu no dia 19 de outubro e resultou na morte de duas pessoas, sendo um policial civil mineiro e um empresário. Quatro policiais de São Paulo foram presos por lavagem de dinheiro. Também foi preso um empresário pelo crime de estelionato tentado.

Entenda o caso

Na tarde de 19 de outubro, Por volta das 16h, um tiroteio foi registrado no estacionamento de um prédio anexo do Hospital Monte Sinai mobilizou as polícias Militar (PM) e Civil de Juiz de Fora. A informação inicial era de que a ocorrência envolvia policiais civis de São Paulo e de Minas Gerais.

A investigação mostrou que empresários de SP e um doleiro de MG também estavam envolvidos na ocorrência. Os tiros começaram por causa de um “desacerto” por causa de R$14 milhões em notas falsas que o doleiro levava.

Foto: Augusto Medeiros/G

Na ocasião, o policial civil de Juiz de Fora, Rodrigo Francisco, de 37 anos, morreu em uma troca de tiros. O empresário de São Paulo, Jerônimo da Silva Leal Júnior, de 42 anos, foi ferido na ocasião e morreu depois de seis dias internado.

Ferido por um disparo no pé, o empresário Antônio Vilela, ficou internado e após receber alta médica foi encaminhado ao Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) por estelionato tentado.

Os três policiais mineiros respondem por prevaricação e outros cinco policiais de São Paulo seguem sob investigação.

No final do mês de outubro, o juiz Paulo Tristão negou o pedido da defesa dos policiais paulistas de transferência para o estado de São Paulo. Os dois delegados e os dois investigadores estão em presídio específico para agentes públicos no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, e ainda há procedimentos em andamento.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) disse que aguarda a apuração do caso e que, se comprovados os desvios de conduta, os policiais envolvidos responderão administrativa e criminalmente, de acordo com os atos praticado por cada um.

 

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Fonte:

G1