Trabalhadores da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) em Itaúna, Formiga, Divinópolis, Bom Despacho, Para de Minas e Arcos estão em greve desde a quarta-feira da semana passada (6).

Nesta segunda-feira (11), cerca de 15 funcionários da Cemig em Divinópolis fizeram uma mobilização em frente à sede da estatal na cidade.

De acordo com o portal G1, o coordenador da Regional Oeste do Sindieletro, Alair Araújo, a greve tem o objetivo de reivindicar reajuste salarial, além de melhoria de aspectos trabalhistas. Araújo não soube informar quantos trabalhadores aderiram ao movimento na região Centro-Oeste de Minas.

Nossa greve é muito dinâmica, por exemplo, hoje o trabalhador está aderindo à greve, mas se ele quiser retornar ao trabalho ele retorna sem problemas. Nossa pauta de reivindicações consta a reposição do índice de inflação e aumento real, que é calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) – o último aumento real que tivemos foi em 2014, então quer dizer que estamos com uma defasagem muito grande”, destacou Araújo.

Negociação

Nesta terça-feira (12) haverá uma audiência de conciliação envolvendo os grevistas e representantes da Cemig no Tribunal Regional do Trabalho, em Belo Horizonte.

“Nossa pauta foi entregue para a gestão da Cemig no dia 13 de agosto e a empresa somente chamou para negociar dois meses depois. A primeira reunião ocorreu no dia 3 de outubro e a Cemig já encerrou o diálogo, já travou qualquer tipo de negociação e, infelizmente, a categoria não teve outro caminho que não fosse a greve”, disse Araújo.

Protesto

Conforme o Sindieletro, a greve também é um protesto contra a privatização da estatal, proposta em projetos do Governo de Minas.

” A gente sabe da necessidade que a sociedade tem de a Cemig continuar pública. Ao contrário do que o Governo diz, a privatização da empresa vai encarecer sim todos serviços. Hoje a empresa já tem uma gestão quase que provada, porque ela cobra por quase todos os serviços que ela presta à população. Então se for privatizada, automaticamente quem comprar vai querer encarecer a energia para recuperar o que investiu na empresa. Não tenho conhecimento de nenhuma empresa que foi privatizada e abaixou o preço dos serviços”, explicou Araújo.

 

Fonte: G1 ||
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