Ao contrário do modelo econômico ainda vigente, a economia circular propõe uma nova forma de extrair, transformar, consumir e descartar os produtos, com o objetivo de reaproveitar todos os produtos depois de consumidos, pois um produto não mais útil para uma finalidade pode ser insumo em uma nova cadeia de produtos.

Felizmente, os exemplos de produções sustentáveis aumentam e torna mais esperançoso o futuro de todos nós. Passemos a conhecer uma nova experiência exitosa, referente a trajetória da AgriProtein.

A produção de frangos, porcos e peixes depende de proteínas vindas dos grãos à base de terra e farinha de peixe capturada no mar. A proteína agrícola requer grandes quantidades de terra e água, enquanto a alternativa capturada pelo mar tem consequências materiais para a vida marinha. O aumento da demanda global de alimentos e os limites ambientais ocasionaram o aumento dos preços de ambas as fontes de proteínas nos últimos anos.

Neste contexto, conjugar soluções para a destinação de resíduos orgânicos para reduzir a pressão sobre o uso da terra para produzir ração animal parece, em princípio, uma ideia de difícil solução.

A empresa sul-africana, AgriProtein, com o intuito de reciclar nutrientes, produz bilhões de moscas soldado-negro, espécie dócil, com olhos grandes e antenas bifurcadas, que alimentam os seus vermes com resíduos alimentares vindos dos aterros sanitários. Assim, o processo leva fluxos de resíduos orgânicos de fábricas de alimentos, supermercados, fazendas e restaurantes, e os recicla, mostrando-se uma nova fonte sustentável de proteínas naturais, gerando produtos, como proteína completa baseada em insetos, gordura extraída e um acondicionador de solo residual.

As moscas aumentam o seu peso em mais de 5 mil vezes em cerca de três semanas e são um alimento natural para aves selvagens e peixes em córregos, e também para peixes cultivados, galinhas, porcos e animais de estimação.

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