A ouvidoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) recebeu nessa quarta-feira (22) uma reclamação protocolada por estudantes sobre uma candidata que teria fraudado o processo seletivo para o mestrado em comunicação na instituição de ensino.

Conforme a queixa, a candidata aproveitou o sistema de cotas para ser aprovada ao se declarar negra, sem apresentar qualquer característica do grupo racial. A UFMG informou nesta quinta (23) que ainda vai analisar o caso para avaliar qual procedimento será adotado.

Nas redes sociais, a estudante Thais Geckseni, de 22 anos, que identificou a fraude ao verificar o perfil de cada um dos classificados com a reserva de vaga, afirmou, indignada, que nove dos 11 candidatos negros foram reprovados no processo enquanto uma “mulher branca passou”.

“Ultimamente tenho tido menos paciência com fraudes nas cotas. Isso porque é um bando de oportunistas, que sabem que não pertencem a esse grupo que realmente precisa de cota”, salienta a estudante, em um post no Facebook.

A denúncia envolvendo o curso de pós-graduação veio à tona menos de dois meses depois da publicação de uma reportagem do jornal “Folha de São Paulo” sobre três alunos brancos que se autodeclararam negros para disputar as vagas reservadas aos cotistas no curso de medicina da própria UFMG.

Diante da repercussão do caso, um dos candidatos aprovados por meio da fraude – citado na reportagem da “Folha” -, disse ter reconhecido o erro e abandonou o curso (relembre AQUI).

Questionada sobre o episódio do curso de medicina, a UFMG informou que uma sindicância está em atividade para apurar a situação e, assim que o relatório for apresentado, a comunidade acadêmica será informada sobre o que acontecerá com os alunos aprovados de maneira irregular e os candidatos cotistas que perderam suas vagas em detrimento da fraude.

Ministério Público

Os estudantes que registraram a queixa na ouvidora da UFMG sobre a candidata que se declarou negra para conseguir a aprovação no mestrado também procuraram o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). De acordo com o órgão, como o caso está relacionado a uma instituição federal, os alunos foram orientados a procurar o Ministério Público Federal (MPF). O MPF, por sua vez, disse na noite desta quinta que ainda não recebeu qualquer denúncia relacionada ao assunto.

 

 

 

 

Fonte: O Tempo ||

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