Depois de quase três meses de greve, o retorno às aulas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ainda é preguiçoso. Na tarde desta segunda-feira (10), poucos alunos circulavam no campus Pampulha, com muitos deles sem saber quando voltariam às salas.
De acordo com a universidade, dos 75 cursos de graduação oferecidos, nove já haviam retornado ou estavam voltando ao funcionamento programado para ontem. Desses, quase todos iniciaram as atividades, entre eles, o curso de ciências sociais.
Segundo o reitor da UFMG, Clélio Campolina, também iniciaram as aulas os cursos de história, filosofia, medicina e gestão pública, além dos do Instituto de Ciências Exatas (Icex), que tem 5.000 alunos.
Campolina ressaltou que cerca de 96 colegiados ainda estão fazendo adaptações no calendário e não foi possível retomar as aulas na maioria das escolas. O retorno definitivo deve acontecer gradativamente até a próxima semana.
A intenção é que, até o fim de setembro, estejam resolvidas todas as pendências do primeiro semestre deste ano, observou. O segundo semestre, conforme o reitor, irá até 9 de fevereiro.
A caloura de física Jéssica Lemos, 19, aguarda ansiosa pelo início das aulas. Ela esteve ontem na UFMG para realizar a confirmação do registro acadêmico e a matrícula. O procedimento, segundo ela, deveria ter sido feito em meados de julho. Era para a aula ter começado em 6 de agosto. Eles pediram para aguardar, porque ainda não há previsão de começar, disse.
Já um grupo de estudantes do quarto semestre de engenharia de minas reclamou da falta de informações. A gente está sem saber como está a situação das aulas. No site, tinha um comunicado dizendo que existiriam avisos com informações nas salas, mas não havia, disse o estudante Rafael Soares, 22.
Ele ainda destacou que algumas bibliotecas da UFMG seguem fechadas, em função da greve dos servidores técnico-administrativos. Esses funcionários farão uma assembleia amanhã para discutir a contraproposta da reitoria.
País
O Ministério da Educação afirmou que 33 das 59 instituições do país decidiram encerrar a greve. Já o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) afirma que 54 das 59 filiadas continuam paradas.
No interior de Minas, a greve continua na maioria das dez universidades federais, como em Viçosa e Ouro Preto. Já na Universidade Federal de Juiz de Fora, a previsão é de que as aulas recomecem amanhã.

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