A UFMG vai expulsar 22 estudantes que fraudaram o sistema de cotas raciais. Outros sete serão suspensos por um semestre pelo mesmo motivo. A instituição ainda não informou quando esses alunos serão, de fato, desligados. ayvolume00:00/30:02Truvid

A medida foi tomada durante reunião do Conselho Universitário, nessa quinta-feira (25). O grupo optou por acolher a recomendação da comissão disciplinar, instaurada para apurar eventuais responsabilidades por uso irregular de cotas raciais em processo seletivo.

A decisão, garantida por unanimidade pela instância máxima de deliberação da universidade, representa o desfecho de um processo iniciado em junho de 2017, quando a UFMG instituiu uma comissão para analisar 61 denúncias de supostas fraudes. Desse total, dez foram arquivadas por envolver estudantes que já se saíram da instituição. Em 17 casos, houve arquivamento por improcedência da queixa.

Com base no trabalho de sindicância, uma comissão de processo administrativo disciplinar (PAD) foi instaurada pela reitoria para avaliar os casos. “Todos os processos correram em sigilo para assegurar o amplo direito à defesa e a lisura da investigação. Ao mesmo tempo que defende as cotas étnico-raciais como política pública, a UFMG zela pelos princípios democráticos que preservam os direitos da sociedade e garantem o respeito às leis e à justiça”, disse a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, que preside o Conselho Universitário. 

Para garantir a defesa dos estudantes denunciados, a reitoria instaurou um processo administrativo para cada caso. Ao término dos trabalhos, a comissão concluiu pelo uso irregular das cotas raciais em 29 casos. “Embora não correspondam ao público-alvo pretendido, sete alunos demonstraram que suas autodeclarações como negros foram fruto da construção de referenciais sociais relevantes e indicativos de um comportamento pautado pela boa-fé”, disse a UFMG. Por isso, o Conselho deliberou pela suspensão por um semestre letivo.

Em relação aos demais 22 estudantes, não houve fundamentos para sustentar a autodeclaração, constatando-se, assim, a fraude. Por isso, o Conselho decidiu pela imposição do desligamento do quadro universitário.

Fonte: Hoje em Dia

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