Pensando bem, a frase título destas anotações, certamente pode resumir o que o povo desta e de qualquer outra cidade desse país, gostaria de ver como conduta adotada por seus governantes e a partir disso, transformá-la em norma defendida por todos os seus cidadãos.

Metaforicamente há que se pensar que quando um determinado secretário ou funcionário público promete providenciar a execução de um serviço ou obra reclamados pela população; marca data para que o “evento ocorra” e não cumpre o prometido no prazo ajustado, os do povo, sentindo-se prejudicado pela ineficiência seja lá de quem for, pode sim, rotular o ato como tendo sido um trote ou até mesmo entender a desídia como prática deliberada na adoção das tais fake news, o que é no mínimo, uma conduta inaceitável, deplorável!

É claro que promessas de político ou de servidor público devem ser sempre recebidas com certa precaução, mas nos casos do descumprimento de suas obrigações assumidas, ainda que minimamente, quando estas estejam relacionadas à atendimentos básicos, todos entendidos como de direito da população, não há como se admitir a velha prática do trote por meio de desculpas esfarrapadas e mentirosas para se safar. Isto vale em qualquer área: da saúde, da execução ou não de obras, na negativa de informar com transparência sobre as ações de governo ou até mesmo na propaganda enganosa bastante utilizada quando se trata do anúncio de metas e planos de governo, antes é claro, das eleições.

Em qualquer governo ou nos demais Poderes, fatos supervenientes como escassez de recursos, intempéries climáticas, arrocho de legislações que exigem prazos inexequíveis para o atendimento burocrático de trâmites processuais e tantas outras desculpas sempre lembradas, podem e devem ser levados em consideração, mas jamais, devem justificar a leniência de certos governantes. Nada disto é álibi para o descumprimento de providências a serem tomadas por quem de direito, no caso os nossos “administradores”, eleitos para tal, quando a população exige. O mesmo vale para o descumprimento da lei maior, como ultimamente tem ocorrido lá nas esferas superiores da Justiça, onde a Constituição da República, que deveria ser por alguns guardada e defendida, tem sofrido modificações inaceitáveis, a partir do entendimento deste ou daquele “deus” escolhido a dedo para ocupar cargo lá naquele “Olimpo Tupiniquim”.

Voltando para a nossa seara, lembramos que tanto no Executivo como no Legislativo, o que temos visto ultimamente são alguns pronunciamentos e posicionamentos cujo resultado final tem sim, facilitado a proliferação descontrolada de promessas vãs e que, sabidamente, amanhã serão vistas como mais um trote aplicado ou, para ficar na moda, mais uma fake news que circula com carimbo de oficial.

Um, dois ou mais projetos, que acabam sendo aprovados após longo tempo de permanência na Casa Legislativa, submetidos a votação, aprovados e sancionados e que repentinamente são revogados, nos parece, poderiam sim ser listados e incluídos na lista de nossas fake news que, convenhamos, abrangendo um espectro mais amplo, já está enorme.
Mal comparada à “capivara” de um conhecido meliante, esta também se impressa, ocupará algumas folhas de Chamex.
Em tempo: Projeto de lei aprovado na segunda-feira dessa semana (22), pelo Legislativo determina a realização anual de atividade educacional visando impedir a prática de “trotes” que afetam os serviços do Corpo de Bombeiros, Samu e o atendimento policial (menos mal).

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