As unidades prisionais que integram a 7ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp) de Minas Gerais, com sede em Divinópolis, integram um censo realizado pela Secretaria de Administração Prisional (Seap) que visa contabilizar o número de detentos em todo o estado. O portal G1 pesquisou algumas reportagens sobre a situação dos presídios da região que já foram noticiadas pelo site e as listou abaixo. A Seap não informou quantos presídios têm na 7ª Região.

De acordo com a Seap, todas as 197 unidades prisionais administradas pelo Estado realizam o levantamento, que teve início na última sexta-feira (15). A secretaria afirmou que os dados colhidos estão sendo consolidados e, ao fim disto, serão divulgados.

A 7ª Risp abrange os 51 municípios de atuação da 7ª Região da Polícia Militar e do 7º Departamento de Polícia Civil na região Centro-Oeste de Minas.

Superlotação

Algumas unidades prisionais da região, como a de Formiga, Divinópolis, Nova Serrana, Pará de Minas, Itaúna, Pompéu, Carmo do Cajuru e Oliveira sofrem com superlotação.

Formiga

Em 2018, durante a greve de funcionários dos sistemas prisional e socioeducativo, o analista técnico jurídico do Presídio de Formiga, André Fernandes, afirmou que o local, que tem capacidade máxima para 396 presos, possuía 850 detentos.

Divinópolis

O presídio Floramar, em Divinópolis, possui capacidade para 277 detentos, segundo dados de 2015. No mesmo ano, foi informado ao portal que a unidade continha 713 pessoas. Em 2012, foi anunciada uma ampliação do local, que abriria mais 306 vagas na unidade.

As obras tiveram início em 2014 e, a princípio, seriam concluídas até agosto de 2015, mas os prazos foram revisados duas vezes, com previsão de término em março e dezembro de 2016. Contudo, as obras foram paralisadas por nove meses e, até 2017, seguia sem previsão para a conclusão.

A construção ainda não foi concluída.

Nova Serrana

Em 2016, a direção da unidade prisional em Nova Serrana precisou transferir detentos devido à superlotação. O local também foi interditado para que não recebesse novos presos. Na ocasião, foram transferidos 56 detentos do regime fechado e dez detentos do regime semiaberto.

Na ocasião, o promotor Alderico de Carvalho Júnior afirmou que o local abrigava 3,6 presos por vagas – o local, com capacidade para 66 detentos, abrigava mais de 200.

Pará de Minas

Em 2015, a penitenciária Pio Canedo, com capacidade para 396 presos, abrigava 923 detentos. Naquele mesmo ano, foi anunciada a construção de uma nova unidade prisional exclusiva para mulheres, com 407 vagas.

Itaúna

A superlotação da unidade de Itaúna ocorre desde 2013. Na ocasião, o G1 noticiou que o local, com capacidade para 60 detentos, abrigava 188. Um novo presídio, com capacidade para 302 presos, começou a ser construído em 2011 e, em 2012, teve as obras desativadas por um problema no processo licitatório.

Em 2013, foi anunciado que as obras deveriam ser retomadas no segundo semestre. No entanto, até o momento, o local não foi finalizado.

Em janeiro de 2018, os detentos do presídio da cidade iniciaram um motim devido a superlotação do local.

Pompéu

Em 2013, o G1 noticiou que a unidade, com capacidade para 68 detentos, abrigava 100. Na ocasião, três presos furaram a parede, pularam o muro da unidade e fugiram.

Carmo do Cajuru

A unidade prisional de Carmo do Cajuru foi desativada em 2014 devido a superlotação, má localização, falta de estrutura física e pessoal. O local tinha capacidade para 25 detentos, mas abrigava 54 presos.

Um dia antes da desativação, detentos que estavam no local foram transferidos para Divinópolis, Formiga e Pará de Minas.

Oliveira

Já em Oliveira, 40 presos foram transferidos de unidade em 2016 devido a superlotação do presídio Doutor Nelson Pires. Na ocasião, foi informado que a unidade, com capacidade para 114 detentos, tinha mais de 300.

Censo

A Seap afirmou que todas as unidades do Estado fizeram a contagem de seus internos e a conferência de informações que constam nos sistemas utilizados pela gestão prisional.

Em caso de duplicidade de informações, a conferência visa corrigir os dados e reparar as inconsistências. De acordo com a secretaria, a ideia é consolidar os dados do sistema prisional e corrigir erros na identificação dos detentos.

Para realização do censo, não houve movimentação de presos entre as unidades prisionais, conforme a Seap – exceto em casos de escoltas hospitalares ou audiências – e o dia foi reservado para as conferências em cada cela.

A secretaria afirmou ainda que, além da verificação dos dados, o censo permitirá que as unidades tenham a localização exata do preso dentro do presídio ou penitenciária, já que estão sendo verificadas em qual cela e pavilhão estão cada indivíduo.

 

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Fonte:

G1