As eleições brasileiras do ano de 2018 terão cerca de 14 candidatos a presidente da República.
São candidatos a defender posturas ideológicas, econômicas, sociais e políticas de diversos matizes com vistas a solucionar os problemas nacionais e melhorar a vida do povo.
Os debates eleitorais, organizados por redes de televisão, mostram e mostrarão os candidatos com suas propostas e suas diversas formas de solucionar os nossos problemas, com as conotações e diferenças ideológicas, e, como sempre, ocorrem e ocorrerão acusações e ataques verbais.
A única coisa a uni-los é a não defesa de regimes ditatoriais, seja de esquerda ou direita, mesmo porque regimes ditatoriais afloram de movimentos armados e não de eleições democráticas.
A verdade é que os candidatos nunca estiveram e nem estarão unidos pelo Brasil e podem, no máximo, em um futuro, estarem unidos pelo poder, às custas de alguma retribuição de parcela do próprio poder, de influência ou mesmo retribuição monetária.
As propostas dos candidatos a presidente são de diversas nuances, abrangem praticamente todos os temas de interesse do povo brasileiro e, de forma sintética, até o momento são:
1. Privatização: propostas de privatizar todas as empresas estatais, outras de se fazer privatização com um plano de garantia dos serviços e outras de rever algumas privatizações ocorridas.
2. Supremo Tribunal Federal (STF): proposta tópica de alterar a composição do STF de 11 para 21 ministros.
3. Ajuste fiscal: agilizar as privatizações, implantação de modelo de capitalização na previdência oficial, desburocratização, avançar na digitalização dos serviços públicos, diminuição da dívida pública, revisão das renúncias fiscais e até de choque de gestão na administração pública.
4. Tributação: propostas de reduzir a tributação das pessoas jurídicas e físicas, aumento da tributação sobre heranças, de implementar a tributação sobre grandes fortunas, de implantação de tributação sobre dividendos, de simplificar a tributação, de unificar e diminuir o número de impostos.
5. Ações do governo Temer: propostas de revisão das ações implementadas no Governo Temer, como a reforma trabalhistas, as normas do teto de gastos públicos, as mudanças nas regras de exploração do petróleo na camada pré-sal e a reforma do ensino médio.
6. Desemprego: todos os candidatos pregam a adoção de políticas estimuladoras para gerar empregos e para retirar da informalidade trabalhadores, mas não chegam a aprofundar como isto ocorrerá.
7. Programas sociais: propostas de redução e até extinção do bolsa-família, criação do programa de renda mínima, o reajuste real do salário mínimo.
8. Investimento: proposta do Estado reassumir o seu papel de investidor indutivo.
9. Sistema financeiro: propostas de aumentar o número de bancos operando no Brasil para aumentar a competitividade. Além disto, há a intenção de diminuição do spread bancário.
10. Legitimidade do governo: para gerar legitimidade do governo, alguns candidatos propõem consulta popular, via plesbicito, de assuntos de interesse geral, como as soluções possíveis para resolver o déficit da previdência social.
De forma geral, todas as propostas são genéricas e não chegam a discriminar as ações a serem executadas.
A eleição do próximo presidente da República, comparativamente, é a eleição de um “Cavalo de Tróia”, quando somente então, conheceremos os nomes dos futuros ministros e assessores e também as ações a serem implementadas, salvo nos casos de consultas à população.
A missão é grande e o Brasil precisa de urgência e exige políticas públicas contínuas de implementação de um plano nacional a englobar todo o aparato público e privado em sua execução, sob premissas básicas e simples, como “não se gasta mais do que se arrecada”, “gestão forte de todos os setores, principalmente saúde, educação e segurança”, “sustentabilidade ambiental”, “boa gestão pública”, “não prática e repressão da corrupção”, e, o mais importante de todos, “otimismo, realidade e integração”.
A garantia de um futuro melhor passa obrigatoriamente pelo otimismo, ancorado em uma política pública realista de longo prazo para a resolução dos problemas nacionais vinculada com propósitos firmes de execução, tendo todos os setores integrados e harmônicos para atingir os objetivos.
Além disto, o Brasil necessita de políticas públicas e reformas consistentes para evitar crises como as ocorridas agora, em agosto de 2018, na Turquia (desvalorização da moeda local, déficit comercial, inflação, estresse bancário, falências corporativas, aversão ao risco, etc.) e na Grécia (desde de 2010 diminuição de 25% do PIB, renda da população diminuiu e mais de 300 mil pessoas emigraram, além do desemprego atual de 20%).
Para alcançarmos tudo isto, precisamos de uma pessoa com liderança hegemônica e unificadora das diversas correntes do pensamento brasileiro, pois um país somente caminha para um futuro melhor com unidade de propósitos.

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