A vacina contra a gripe da última temporada protegeu apenas uma em cada cinco pessoas, e neste ano poderia ser igualmente ineficaz. A razão pela qual apenas 20% a 30% das pessoas foram protegidas pela vacina contra a gripe em 2016-2017 foi uma mutação na cepa H3N2 do vírus, que não apareceu na vacina produzida em massa, que é cultivada usando ovos. As informações constam no estudo publicado na revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

As vacinas contra a gripe funcionam fornecendo proteínas purificadas da camada externa do vírus morto da gripe, o que prepara o sistema imunológico para combater uma nova invasão. Mas se um vírus muda e a vacina não muda para acompanhá-lo, a eficácia é perdida, disse o autor principal do estudo, Scott Hensley.

“A vacina de 2017 que as pessoas estão recebendo agora tem a mesma cepa do H3N2 que a vacina de 2016, então este pode ser outro ano difícil”. A maioria das proteínas da vacina contra a gripe é purificada a partir de um vírus cultivado em ovos de galinha. De acordo com o estudo, uma cepa do vírus H3N2 com uma proteína da camada externa diferente surgiu durante a temporada de gripe de 2014-2015, e essa versão do H3N2 segue predominante.

 

Caderneta está desatualizada

A grande maioria dos brasileiros adultos (64%) não está com a caderneta de vacinação em dia. Embora 89% da população reconheça a importância da imunização, um terço (33%) diz que “não sabe” ou “não sabe muito bem” quais vacinas estão disponíveis para sua idade.

Esse porcentual sobe entre os que não têm filhos: 45%. A vacinação de maiores de 18 anos é negligenciada em todo o mundo, mostra o levantamento feito em Brasil, Alemanha, Índia, Itália e Estados Unidos.

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Fonte:

O Tempo