A AMB responde a Gilmar

“É lamentável que um ministro do STF, em período de grave crise no país, milite contra as investigações da Operação Lava Jato, com a intenção de decretar o seu fim, e utilize como pauta a remuneração da magistratura. O ministro defende financiamento empresarial de campanha e busca descredibilizar as propostas anticorrupção que tramitam no Congresso Nacional, ao invés de colaborar para o seu aprimoramento.

Sustentamos outro conceito de magistratura, que não antecipa julgamento de processo, que não adota orientação partidária, que não exerce atividades empresariais, que respeita as instituições e, principalmente, que recebe somente remuneração oriunda do Estado, acrescida da única exceção legal da função do magistério”.

Detalhe:

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), claro, defende os reajustes salariais que serão votados no Senado em 6 de setembro.

 

Léo Pinheiro em silêncio

Léo Pinheiro ficou em silêncio, quarta (24) durante audiência com Sérgio Moro na ação penal contra Gim Argello. O ex-senador, que está preso, cobrou propina do empreiteiro para não convocá-lo à CPI da Petrobras.

O silêncio de Léo Pinheiro confirma que o acordo de delação do ex-presidente da OAS já era.

 

A contagem na reta final do impeachment

Aliados de Michel Temer acreditam que, dos 21 senadores que foram contrários a Dilma Rousseff virar ré no processo do impeachment, seja possível reverter, pelo menos, o voto de Otto Alencar, que não esconde a admiração pelo presidente e, inclusive, participou de evento no Palácio do Planalto no dia da última votação em plenário.

Os votos de Elmano Férrer, Roberto Muniz e Armando Monteiro estão dados, hoje, praticamente como perdidos.

Sendo assim, o impeachment passaria com 59 votos garantidos, podendo esse número chegar a 60 ou a 61, a depender do posicionamento de Otto Alencar e de Renan Calheiros, que ainda não votou no caso do afastamento da petista.

 

Janot vai destruir delação da OAS

O Radar diz que Rodrigo Janot já mandou devolver à defesa de Léo Pinheiro os anexos originais do acordo de delação. As cópias que estão com a força-tarefa da Lava Jato serão trituradas.

 

Uma cobra com asas?

A Gran Petro, que pode vencer a licitação para administrar cinco aeroportos paulistas, deve quase R$ 500 milhões em impostos. A informação é da coluna Radar On-line, da Veja.

Do total, cerca de R$300 milhões são devidos ao governo paulista. Outros R$135 milhões são multas acumuladas no Tribunal de Impostos e Taxas.

O leilão dos aeroportos contou com dois interessados. Além da Gran Petro, havia também a GDI. Em etapa anterior do processo, ambas foram desclassificadas pelo descumprimento de algumas exigências.

A GDI desistiu da licitação. A Gran Petro aguarda o julgamento de um recurso para continuar no jogo. Se a Justiça o aceitar, tem tudo para ficar com os aeroportos, simplesmente por ser a única interessada.

 

Fonte: O Antagonista ||

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