Em ofício endereçado ao secretário de Saúde, Gonçalo José de Faria, enviado no fim de setembro, o vereador Mauro César de Souza fez uma série de questionamentos sobre a pasta. O vereador cobra o cumprimento de promessas de melhorias feitas, ainda no período em que a secretaria era coordenada pela enfermeira, Maria Inês Macedo.

No documento, de 17 páginas, que contém anexas algumas reportagens sobre a saúde na cidade e repasses de verbas (sobras) do Legislativo para o Executivo, o vereador pontua uma série de problemas que, segundo ele, estariam comprometendo o atendimento à população.

Para fazer os questionamentos, Mauro César se baseou em documento redigido, após audiência pública, realizada no dia 28 de novembro de 2014, promovida pela Comissão Especial de Saúde da Câmara onde a então secretária de Saúde, Maria Inês, se comprometeu  a fazer várias melhorias na pasta: Realização de mutirão de pequenas cirurgias, reforma do Pronto Atendimento Municipal (PAM), inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), realização de serviços de capina e limpeza nas áreas dos postos de saúde, manutenção da frota da Secretaria de Saúde, melhorias no sistema de agendamento para pacientes que fazem Tratamento Fora de Domicílio (TFD), aumento no número de Plantonistas do PAM (mais cinco profissionais), e a colocação de ambulância de prontidão.

O vereador questiona que, quando foram feitos esses compromissos, vultosas verbas para a execução das melhorias, que não ocorreram, foram devolvidas ao caixa da Prefeitura, com a condição de que fossem aplicados de acordo com os pedidos da Câmara.

Sobre cada um dos temas, o vereador solicita informações do andamento do serviço (planejamento), data para o cumprimento dos compromissos, número de atendimentos (PAM, ambulância), gastos, repasses do Governo Federal, dentre outros pontos.

Na época da realização da audiência pública, os vereadores chegaram a trancar a pauta de votações até que a Prefeitura se comprometesse a fazer melhorias no setor de saúde da cidade, que acumulava problemas como quebra de veículos nas estradas por falta de manutenção, greve de médicos no PAM, por atraso de pagamentos, falta de remédios nas prateleiras dos postos de saúde e da Farmácia Municipal, dentre vários outros problemas.

No ofício, o vereador questionou ainda, o que foi feito em relação à empresa que fornece alimentos para profissionais do PAM, após as denúncias das péssimas condições de higiene e de transporte das refeições. Segundo Mauro César, a mesma empresa foi penalizada em Córrego Fundo por não cumprir com o contrato e está proibida de participar de licitações na cidade vizinha por dois anos.

 

Por fim, Mauro solicitou agilidade para a colocação de um mamógrafo em funcionamento na secretaria. 

Lorene Pedrosa

IMPRIMIR