O tabagismo deve ser tratado como uma forma de dependência de drogas, com serviços e intervenções de apoio ao abandono do cigarro com a terapia de reposição de nicotina, segundo especialistas. Durante um simpósio Sociedade para Pesquisa sobre Nicotina e Tabaco (Society for Research on Nicotine and Tobacco – SRNT), realizado em Dublin, na Irlanda, em abril deste ano, novas pesquisas mostraram que a otimização de produtos de nicotina terapêutica, por meio de novos usos, pode aprimorar significativamente a eficácia e oferecer mais formas de parar de fumar.
Entre os medicamentos de nicotina terapêutica citados no simpósio, estavam o losango e o emplastro NiQuitin
(com os nomes Nicabate na Austrália e Commit e NicoDerm nos Estados Unidos). De acordo com estudos clínicos feitos pelos especialistas que participaram do evento, esses produtos pode podem ajudar a aliviar sintomas de abstinência durante o processo de abandono do fumo.
No Brasil, uma pesquisa do Ministério da Saúde, produziu estimativas de vários indicadores do hábito de fumar entre adultos, levando em conta, entre outros aspectos, freqüência, intensidade e idade do início do hábito de fumar. Na publicação Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), foi constatada que a freqüência de adultos que fumam no país variou entre 9,8% em Maceió e 21,0% em São Paulo.
Ainda segundo o órgão, o hábito de fumar se mostrou mais disseminado entre homens do que entre mulheres em todas as cidades, embora as diferenças segundo gênero tenham variado muito de cidade para cidade. Por exemplo, em Macapá o hábito de fumar foi cerca de três vezes mais freqüente entre homens do que entre mulheres (24,7% e 7,7%, respectivamente) enquanto em Porto Alegre a diferença por gênero foi discreta (21,8% de fumantes no sexo masculino e 17,5% no sexo feminino).

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