Pelo menos 20 pessoas foram presas em flagrante durante a operação “Luz da Infância 2”, que é realizada em 32 municípios mineiros, e cumpre 68 mandados de busca e apreensão.

A força-tarefa, coordenada pelo Ministério Extraordinário da Segurança Pública (MESP), é nacional e ocorre em 24 estados, além do Distrito Federal. O principal alvo do país, um advogado de 26 anos, foi detido em Uberlândia com 750 mil arquivos baixados.

Em Belo Horizonte foram 9 detidos, incluindo um reincidente. Outros 11 pessoas foram presas em cidades do interior do Estado. Um homem de 33 anos, flagrado no bairro Boa Vista, na região Leste da capital, já cumpria, em regime aberto, pena de quatro anos por armazenamento de conteúdo de pornografia infantil.

De acordo com o delegado Matheus Cobucci, todas as pessoas abordadas tinham material suficiente para serem presos. Cada um dos alvos tinha pelo menos cem arquivos de imagem e vídeo. “O perfil é variado. Tem reincidentes, funcionários públicos, homens com curso superior, e pais de família com filhos pequenos”, afirma.

O delegado explicou ainda que o armazenamento de imagens tem a possibilidade de pagamento de fiança. No entanto, caso as investigações mostrem os suspeitos em fotos e vídeos, ou sugiram que foram produzidos por eles, podem voltar a ser presos.

A primeira fase dessa operação aconteceu no ano passado, quando 112 pessoas foram presas em todo o Brasil.

“Luz na Infância 2”

Esse é o nome de uma das maiores operações do Brasil de combate à pedofilia, segundo a Polícia Civil, envolvendo aproximadamente 2,6 mil policiais, que cumprem mais de 500 mandados de busca e apreensão.

A força-tarefa busca arquivos com conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes. Ao todo, participam 24 estados, além do Distrito Federal.

Segundo o ministério, os suspeitos já estão sendo presos em flagrante e foram identificados por meio de material obtido em ambientes virtuais. De acordo com os investigadores, esse material representa “indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva”.

(Foto: Mariana Durães)

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