A ministra Damares Alves afirmou no dia 8 deste mês, Dia das Mulheres: “Enquanto nossos meninos acharem que menino é igual à menina, como pregou-se no passado algumas ideologias, já que a menina é igual, ela aguenta a apanhar… Nós vamos dizer para eles que as meninas são iguais em oportunidade e direitos, mas diferentes fisicamente e precisam ser amadas”.

A questão não é só o amor e muito menos a sua falta, ela chega a ser complexa e passa pela adoção de muitas ações e mudança de atitudes.

A mulher é vítima de vários tipos de violência, entre as quais a doméstica, na vida comum com outra pessoa.

Em público, muitos homens agressores de mulheres têm postura de serem companheiros amorosos, compram flores para elas, fazem cartas de amor, escrevem os nomes delas nos braços, fazem postagens nas redes sociais de fotos com poesias de amor, compram presentes. Os conhecidos e vizinhos os descrevem como pessoas tranquilas e educadas, acima de qualquer suspeita. Entretanto, na frieza do convívio do casal, atacam física e moralmente a mulher, com palavrões e desaforos, socos e ameaças de morte, insultos, etc.

Muitas vezes, as mulheres são agredidas por homens violentos destituídos de um mínimo de controle mental, acostumados a resolver as desavenças e insatisfações na base da truculência. Depois, tardiamente, alegam terem sido acometidos por forte emoção impossível de evitar.

As estatísticas e o noticiário estão a mostrar as crueldades perpetradas contra as mulheres iniciadas por inofensivas discussões, desconfianças, ciúmes, etc., e, a partir daí, o homem se descontrola e passa a atacar a companheira.

O homem ao se tornar agressor suplanta a barreira da violência e no relacionamento já não resolve os conflitos com o diálogo, não ouve a companheira e a única forma de impor sua vontade e opinião é pela violência física. A partir daí, o nível de agressão somente tende a aumentar e pode chegar às vias de fato.

O ditado “em briga de marido e mulher não se mete a colher” já está superado. Atualmente, qualquer pessoa pode e deve intervir para ajudar uma mulher que está sendo agredida. Estas intervenções, seja de vizinhos, conhecidos e transeuntes, podem salvar uma vida, podem encorajar a mulher a tomar uma atitude quanto àquele relacionamento insuportável, podem fazer o agressor parar com os abusos. A sociedade e as autoridades aprenderam a não se omitir e preferem ser severas, cautelosas e rigorosas, para não se arrependerem de no futuro ocorrer uma violência maior.

Precisamos aprimorar e divulgar os atuais canais de denúncias, e orientar os cidadãos para, ao perceber qualquer agressão contra as mulheres, ligar imediatamente para a polícia e fazer a denúncia. Também a sociedade pode adotar formas de ensinar os casais a solucionarem os seus conflitos de forma pacífica e sem agressões, formando cidadãos mais comprometidos com o respeito recíproco.

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