Em Formiga, os candidatos aos cargos de prefeito e vice, assim como os 129 postulantes a uma das 10 vagas de vereadores, conforme ficou demonstrado no decorrer da campanha, apesar das divergências naturais em época de campanha, ao menos num ponto, são unânimes: Formiga não só parou, mas, pior que isto, regrediu e muito nos últimos 3 anos e fumacinha.

Por quê? Esta é a pergunta que nenhum deles, é claro, de olho nos votos, ousou responder com clareza apontando a causa do que aí está. As desculpas foram de toda ordem: Inchaço da máquina pública, falta de cuidado na gestão que todo mundo sabe, acabou terceirizada e exercida por agentes que estiveram a serviço de um lobista e não desta cidade que eles mal conheciam; não aporte de capital que esperavam, viesse com certa facilidade a partir dos cofres estaduais ou federal; incompetência de uns e outros (sem aqui citar nomes ou funções exercidas); troca frequente no comando de secretarias consideradas como vitais; excesso de gastos e acúmulo de dívidas pela não observância do orçamento; pressão vinda do Legislativo ou até mesmo a cômoda situação que durante muitos meses fez com que a tropa de choque que rezava pela cartilha do prefeito dominasse as votações na Câmara; excesso de gastos com publicidade e publicações, etc e tal.

Tudo isso e muito mais, poderia ser aqui enumerado como causa que contribuiu para o desastre ocorrido e o resultado é que nossa cidade levará mais de uma década para dele se livrar. O mais provável é que o novo prefeito receba uma herança mais que maldita, pois, no primeiro momento em que adentrar no Gabinete da Casa Goiaba, terá de encontrar uma solução (mágica) para quitar, e logo, uma dívida vencida que segundo alguns analistas, estará próxima de 35 a 40 milhões de reais.

E voltando ao rol das causas geradoras de tudo isto, gostaríamos de lembrar aos nossos leitores, se é que os temos, que a real culpa não pode e nem deve ser atribuída ao gestor, hoje afastado do cargo judicialmente, ou ao Legislativo que não o fiscalizou como deveria. Isto porque todos eles, foram escolhidos e colocados nos respectivos cargos, após serem eleitos pelo voto livre, de todos nós.

Portanto minha gente; é bom que no dia 2 de outubro, antes de nos dirigirmos para as invioláveis cabines de votação (serão mesmo invioláveis?), nos lembremos de que foi pelo voto que nós impusemos a esta cidade toda a desgraça hoje reinante. E com isto, sacrificamos a geração de nossos filhos ou netos, que mesmo não tendo sido eleitores em 2012, tem sobre eles o ônus de consertarem o nosso erro, consideramos isto como algo quase criminoso, pois elegemos estas figurinhas, nem todas é claro, e a bem da verdade, não geriram a contento os destinos desta cidade.

Não temos dúvida de que todos nós, sabemos e bem, onde foi que erramos. Apesar disso, nos atrevemos a relembrar-lhes que tudo começou pelas escolhas erradas, nas eleições de 2012. Que agora saibamos escolher e bem, dentre os candidatos que se lançam, em quem votar, na esperança deles ocuparem as cadeiras de prefeito e de vice, e as do Legislativo, com inteligência e capacidade comprovada.

Todos eles, certamente já nos mostraram se são capazes ou não, de colocarem novamente nos trilhos esta máquina pública que não só descarrilhou mas sim, a grande velocidade, se lança perigosamente em direção a um precipício, arrastando todos nós.

A freada da tal máquina ou sua mudança de rumo, sem o que não será possível nos salvarmos, só ocorrerá se soubermos escapar da nossa própria sentença de morte, escolhendo gente capaz de enfrentar o “pepino” que Moa & Cia, acabou nos deixando como legado.

O voto é obrigatório, infelizmente! Mas a escolha dos que pretendemos eleger é livre! Nesta hora crucial, não nos esqueçamos de que esta cidade não aguenta mais quatro anos de infortúnio, de desgoverno!  Portanto, a responsabilidade é nossa! Não temos o direito de errar novamente.

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