Da redação

A vereadora Wilse Marques, que fundou e atuou à frente da Associação Mão Amiga aproximadamente há 10 anos, concedeu uma entrevista à imprensa, na quarta-feira (15) para prestar contas da gestão dela na entidade.

Em companhia das atuais dirigentes da entidade, fez um relato da história da Mão Amiga, após percorrer com a imprensa, as modernas instalações que hoje abrigam a sede própria da associação.

Discorrendo sobre as dificuldades iniciais que enfrentou até obter os registros necessários e reunir um voluntariado capaz de viabilizar a criação da entidade que, segundo Wilse, inicialmente atenderia apenas a pacientes carentes que necessitassem de tratamento contra o câncer, ela e a diretoria, aos poucos, foram revelando dados, todos confirmados documentalmente e que ao final evidenciaram o quão importante é a entidade para a região, que funciona como a única tábua de salvação para um grande número de pessoas ali atendidas.

(fotos: Paulo Coelho)

A associação Mão Amiga, nestes poucos mais de 10 anos de vida, além de socorrer, como visto, um grande número de pacientes, em especial os que dependem de cuidados na área de oncologia, conseguiu se estruturar a ponto de pretender agora, dar mais um salto em busca de poder ofertar outros serviços de qualidade à população. A entidade deve viabilizar a instalação, em breve, num dos pavimentos de sua sede, de um moderno e bem equipado Centro de Atenção Especializada, disponibilizando serviços assistenciais e médicos nas áreas de: ginecologia/obstetrícia; mastologia; pediatria; radiologia; ultrassonagrafia e urologia. O ambicioso projeto, já em estudo nas esferas governamentais competentes, conta com o apoio de deputados e do próprio secretário estadual de Saúde, além do Ministro da Saúde, Ricardo Barros, que pertence ao mesmo partido de Wilse Marques, Partido Progressista (PP).

Se defendendo:

Ao discorrer sobre o projeto que por sua iniciativa virou realidade, Wilse explicou que ao contrário do que hoje muitos afirmam, ela não se valeu da Mão Amiga para se eleger. Procurou sim, ser política, para quem sabe assim, facilitar o necessário contato com autoridades e conseguir com maior facilidade levar adiante o sonho de fazer da Mão Amiga um instrumento eficaz para atender a enorme clientela que hoje depende da associação. “Nós hoje assistimos a todos que nos procuram e podemos custear exames, consultas, medicamentos, transporte de pacientes para outras cidades; além de doarmos cestas básicas e de emprestar materiais básicos, de extrema necessidade e úteis para  pacientes mais carentes como:cadeiras de rodas, colchões pneumáticos, fraldas, muletas, andadores e até marrecos e comadres. Tudo isto, fazemos após um estudo minucioso de caso a caso, verificando as condições econômicas do paciente e da família a ser atendida. Ressalto que isto só é possível, graças às doações recebidas eao trabalho voluntário de muitos que nos ajudam. Também, é claro, as doações que são viabilizadas por amigos políticos que nos destinam as tais emendas parlamentares, são igualmente importantes”, disse.

Sobre a sede própria:

Em resposta às perguntas, Wilse com a ajuda de Rita de Cássia (atual presidente), informou que hoje a entidade recebe uma média mensal de R$33 mil em doações espontâneas realizadas pela população (cerca de 5 mil doadores). Para cobrir a despesa mensal, que extrapola o valor das doações, a entidade se vale da complementação financeira obtida por meio das vendas do bazar  que comercializa roupas, calçados, bijuterias e outras doações recebidas. Além da venda de produtos artesanais (toalhas, jogos de cama, roupas, bordados e outras peças) produzidas por pacientes e voluntários com materiais reciclados que são doados a entidade. Os produtos são produzidos em maquinário existente na instituição sob coordenação de dedicados professores que cuidam dos grupos de terapia ocupacional.

Virce Belo Faria, atual tesoureira, interveio na entrevista, lembrando que nessa semana, durante reunião em Lavras, por trabalho direto de Wilse junto ao deputado estadual, Luis Fábio Cherem(PSD), houve a formalização da promessa dele de viabilizar a doação para a associação de uma van Sprinter e mais R$50 mil a serem aplicados na compra de equipamentos, isto por meio de emenda parlamentar que em breve deverá ser liberada.

Também os recursos para a compra e instalação de um elevador na sede da associação já está garantida, por meio de emenda de outro deputado que sempre ajuda a Mão Amiga, informou Wilse.

Custo da obra:

Na compra do terreno e construção dos 1,632 m² do prédio da sede da Mão Amiga, foram investidos cerca de R$1,4 milhão sendo que destes, R$550 mil foram frutos de verbas governamentais.

Segundo Wilse, as fundações do prédio permitem que, no futuro, a entidade construa mais dois pavimentos e o espaço não utilizado (uma grande área)existente na cobertura do prédio, será transformado em um confortável salão de festas para ser locado e viabilizar mais renda para a associação.

Sobre atendimentos:

A gerente assistencial, Kátia Félix de Santana, informou que cerca de 3.900pessoas são assistidas pela Mão Amiga. De acordo com ela, todo cidadão tem direito de ser atendido pela associação, não sendo, em momento algum, exigida filiação como doador. O critério principal e único para o atendimentoé o do cadastro estar liberado após a visita feita à família e a constatação de sua real necessidade.

Sobre organograma funcional da entidade:

A diretoria atual é composta por: Rita de Cássia Pereira Rocha – presidente; Marta Maria da Silveira Oliveira – vice-presidente; Virce Belo da Silva Fernandes – tesoureira; Sygrid Simões de Souza – segunda tesoureira; Ambrosina do Couto Prado – primeira secretaria e Rosany Faustino Nogueira – segunda secretaria.Todos membrosda diretoria atuam na condição de voluntários.

Quatro gerentes e uma coordenadora, remuneradas, cuidam da operacionalização administrativa. São elas: Kátia Félix de Santana – gerente assistencial; Maria Lúcia Ribeiro – administradora de tele doações;Evani Ribeiro Frade – auxiliar administrativa e Wilse Marques Faria – gerente administrativo-financeiro/relações públicas e coordenadora geral. Estes profissionaissão registrados de acordo com as normas trabalhistas vigentes e recebem mensalmente,  salário no valor bruto de  R$2.267. Wilse, que acumula mais de uma função, recebe ainda a titulo de gratificação mais R$906, perfazendo o total de  R$3.173, por mês.

Wilse deixou de ser voluntária conforme constam dos registros exibidos, a partir de abril de 2016.

A Mão Amiga conta ainda com 10 outros funcionários registrados e mais três mensageiros, terceirizados. Estes últimos, segundo documentos apresentados, auferem um rendimento médio mensal em torno de R$3 mil, cada.

Questionada sobre boatos dando conta de que a entidade mantinha no quadro de funcionários, parentes de Wilse e por quais razões deixou de ser voluntária, ela foi enfática ao responder: “Não, definitivamente, não. Isso é boato sem o menor fundamento. Não misturo as coisas. Lá na Câmara, sou presidente da Casa, aqui sou fundadora e funcionária da associação e a dirigi sempre com a maior lisura. Hoje, ainda dedico muitas horas de minha vida a entidade, e acho justo ser remunerada. Sou competente, dedicada e como vocês mesmo comprovaram, dou conta de cumprir e bem, as minhas atribuições.

Espero que o povo compreenda que a Wilse vereadora é uma e a Wilse fundadora e que hoje exerce estes cargos na Mão Amiga continua com o mesmo vigor e vontade de transformar a entidade num modelo de atendimento aos que dela dependam. Se o Estado e o município não conseguem, como está comprovado, atender a todos, em especial aos de menor renda, acho que a sociedade por meio  das Organizações Não Governamentais  (ONG’s) e de outras formas previstas em lei,  deve suprir esta falta. Foi assim pensando que construímos a Mão Amiga.Espero que as dúvidas que por ventura todos da imprensa tinham, estejam dirimidas. A entidade é aberta, não temos nada a esconder. Qualquer cidadão que queira verificar como agimos pode procurar nosso contador e analisar os documentos. Transparência, seriedade e compromisso com os objetivos da associação é que sempre nos nortearam”, concluiu.

 

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