Os serviços da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, Dr. Concéssio Batista da Costa,  da Santa Casa de Caridade de Formiga poderão ser paralisados novamente. Desta vez, por falta de profissionais.

A unidade foi reaberta em janeiro deste ano, após ter ficado um ano e um mês desativada. Ela foi inaugurada em novembro de 2013.

Nesta terça-feira (16), o hospital emitiu uma nota sobre o caso destacando a extrema importância da (UTI) Neonatal para Formiga e região.

De acordo com informações do hospital, para a reabertura da unidade, foi formada uma escala de trabalho com a equipe que atuava na unidade antes do fechamento. “Estes médicos receberam os salários atrasados de 2016 e 2017 e assumiram a escala, porém, com o passar do tempo, eles foram deixando de assumir os plantões”, informou a Santa Casa em nota.

Conforme nota, “desde o final de maio, os profissionais que compunham a escala não quiseram mais assumir os plantões e a administração do hospital vem encontrando dificuldades em manter uma escala de atendimento de 24 horas. O diretor técnico, Yuri, vem se esforçando para a manutenção da escala”.

Além do problema com escala de médicos neonatologistas, existe também a necessidade de se manter uma escala de pediatria que dê suporte para as altas da UTI Neonatal.

Após a reabertura, foram atendidos 16 neonatos, o que, segundo a Santa Casa, demonstra a necessidade e a importância de se manter a unidade em funcionamento. “Caso os serviços da UTI sejam paralisados novamente, os recém-nascidos que necessitarem de cuidados especiais serão transferidos para Belo Horizonte ou alguma outra cidade do Estado, o que deixa a região desassistida em relação às gestantes”.

O setor da maternidade não está credenciado para atender a gestantes de alto risco e o acesso dos recém-nascidos para a UTI Neonatal acontecem por meio do SUS Fácil ou via Samu.

Muitos gestores de saúde da região entendem que, por existir a UTI Neonatal, o serviço de maternidade do hospital é para gestante de alto risco, o que não é institucionalizado pelo SUS.

“O vazio assistencial permanece na região Oeste, mas a administração da Santa Casa precisa de uma equipe de médicos que fique de plantão 24 horas, de segunda a segunda, caso contrário, não terá como manter os serviços da UTI Neonatal”, finaliza a nota.

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